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Yogas Taoístas e Budistas

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O livro em destaque, nesta edição do Surya, chama-se “O Portal da Sabedoria”, de autoria do orientalista John Blofeld, publicado pela Editora Pensamento em 1984. A obra tem como subtítulo: “Iogas contemplativas e curativas, taoístas e budistas, adaptadas para os seguidores do Caminho no Ocidente”. A tradutora escreveu assim mesmo ioga com “i”, conforme está no dicionário. E o autor, sabiamente, escreveu iogas taoístas e budistas, no plural, visto que, tanto um quanto outro caminho tem diferentes formas de ioga, diferentes formas de união, de contato, de interação com o Todo... e com o sagrado nome que quisermos colocar aí como sinônimo, por ordem alfabética: Alah, Brahma, Buda, Caminho, Deus, Energia, Espírito, Fonte etc.

O autor era um especialista em assuntos do Oriente, já faleceu. Morou em vários países da Ásia e conhecia até alguns idiomas falados por lá. O interessante é que ele fala, estuda, ensina, debruça-se sobre as chamadas iogas curativas: como curar outras pessoas, a cura em grupo, aspectos iogues da advinhação no I Ching – um dos livros sagrados da multimilenar China -, ioga da compaixão, técnicas da ioga da compaixão e algumas aplicações, ioga de higiene e de cura etc.

Quando Blofeld fala de ioga está se referindo à união, à unidade, ao estado de ser, estar, ficar, permanecer sempre unido a uma Fonte da qual nunca nos separamos, mas que por uma série de motivos e condicionamentos, nós pensamentos ou fomos educados ou deseducados ou mal-educados a pensar que estamos longe, que estamos separados, que estamos isolados do Todo, quando, na verdade, não estamos, nunca estivemos.

Ioga, de acordo com John, “é o que os taoístas chamam de Retorno à Fonte e o que os budistas chamam de Iluminação, uma experiência transcendental que quebra os laços da ilusão do ego (...) ioga significa a compreensão integral de um estado de união já existente, mas até o momento não percebido; por extensão, designa também os vários meios (note o plural) de obtenção dessa suprema experiência intuitiva.”

 

 

Antonio Carlos Rocha

 

 

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