
Fisicamente, somos concebidos pela união biológica de mãe e pai. Psicologicamente, nascemos da Grande Polaridade. Atrás da máscara da mãe e do pai pessoais estão os dois arquétipos primordiais da Grande Mãe e Grande Pai. Como bebês, buscamos a nutrição e a orientação inerentes a esses progenitores psicológicos através da relação com nossos pais biológicos.
Na infância, comparamos instintivamente nossos pais objetivos com arquétipos parentais “ideais” internos. A necessidade fundamental de nos relacionarmos com a Grande Mãe e Pai e de sermos alimentados, protegidos e guiados por eles muitas vezes foi frustrada dolorosamente pelas inadequações de nossos pais biológicos. Como resultado, nos sentimos carentes e crescemos desconfiados e mesmo ressentidos com estes pais, e com freqüência com o mundo que eles representam.Os complexos emocionais que as crianças desenvolvem e os valores psicológicos absorvidos do ambiente parental criam barreiras ao crescimento. A menos que sejam superadas, estas barreiras afetam a base de todo o processo de desenvolvimento.
...O “Jardim do Éden” não é um lugar, mas um estado de consciência: começamos nossa jornada sendo expulsos da nossa relação inconsciente e instintiva com a Mãe Natureza. Como é exemplificado pela vida das pessoas espiritualmente realizadas podemos retornar ao jardim conscientemente. Uma vez completado o desdobramento da consciência, voltamos à nossa unidade original.Tornando-nos o todo que vive através da parte, vivenciamos íntima e conscientemente nossa “participação” no organismo cósmico.Sua totalidade vive em nós; ela é nossa vida.
Extraído do livro Jornada Rumo à Consciência, Charles Breaux - Ed Pensamento, por LigiaFeijó



