É curioso e ao mesmo tempo lamentável a realidade violenta, desagregada e estressante que vivemos no mundo atual, apesar de todo um enorme desenvolvimento técnico, seja na Medicina, Física ou qualquer outra área do conhecimento humano. Nunca o homem em sua jornada nesse universo conseguiu explorar tanto o planeta, a ponto de colocá-lo em risco de colapso, em virtude de males como o aquecimento global e a falta de água, nunca o homem desfrutou de tanta oferta de alimento e recursos médicos variados para aumentar seu conforto e a duração da vida, porém o desenvolvimento moral não acompanhou esse ritmo, seja o ritmo da destruição do planeta ou dos avanços tecnológicos, não importa; a nossa moral caminhou muito mais devagar...
Ao mesmo tempo em que os meios de comunicação atingiram um nível no qual hoje dispomos de comunicação instantânea com praticamente todo o globo e boa parte do conhecimento humano está disponível facilmente na internet; o ser humano parece preso a medos, receios diversos e uma enorme ignorância sobre si mesmo, o mundo e o divino.
Testemunhamos o sucesso técnico e o fracasso moral, com grandes líderes políticos e religiosos praticando atos reprováveis pela própria religião que seguem, no caso dos religiosos, ou da ideologia e ética, no caso dos políticos. Seria injusto colocar a conta só nas costas da elite, ela reflete uma problemática e realidade que permeia todas as classes, desde o mais miserável ao mais rico. Onde erramos? O que nos falta para melhorar?
Uma das causas possíveis é a nossa mania de separar teoria e a prática, uma das grandes mazelas do pensamento filosófico ocidental. Podemos pegar a vida de diversos filósofos ocidentais, salvo em algumas exceções, como Sócrates, o que se observa é um corpo de idéias a serem implantadas, porém quando se conhece a biografia do pensador em questão quase sempre ele não viveu os valores/idéias que defendeu. Não precisamos ficar só nos filósofos, muitos que estão lendo esse material, ou mesmo você, já deve ter comparecido a palestras sobre o meio ambiente, por exemplo, alertando o quanto agredimos a natureza e poluímos; certo? Agora sabe como, na maioria dos casos, fica o salão onde se realizou tal trabalho? Fica sujo, com papéis no chão, restos de embalagens e até mesmo de comida... Imagine como seria o mundo se simplesmente não separássemos teoria e prática e realmente fossemos seguir as palavras dos grandes sábios da humanidade, como Cristo que defendeu que não deveríamos fazer nada ao próximo que não quiséssemos para nós mesmos e amassemos ao próximo como a nós mesmos... Até que pontos somos realmente pessoas sérias e éticas ou apenas mais um dos teóricos que lotam o planeta?
Otacilio Cardoso da Silva Jr




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Forte abraço
Luis Carlos
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